domingo, 15 de março de 2009

Veganismo em pauta no senado

Está tramitando no senado federal uma projeto de lei de autoria do senador Expedito Júnior (PR/RO). Este Projeto de Lei irá obrigar que alimentos e artigos de vestuário venham identificados se há produtos de origem animal na sua composição.

Isso mesmo que você acaba de ler! Esse é o primeiro projeto de lei que cita diretamente o VEGANISMO em seu texto. É momento de união, precisamos aprovar essa lei e pedir emendas que incluam produtos COSMÉTICOS, DE LIMPEZA e HIGIENE, e também daqueles que SÃO TESTADOS EM ANIMAIS. Nunca foi o foco do Gato Negro a aprovação de leis, mas se essa lei for aprovada, simplesmente não precisaremos nos preocupar tanto como preocupamos hoje com a procedência de alimentos e artigos de vestuário (ainda deveríamos pedir para incluir cosméticos e outros produtos). Os produtos não-veganos simplesmente viriam com inscrições CONTÊM PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL.

Texto completo do PL: http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/55132.pdf

http://www.gato-negro.org/blog

O que fazer?
Assine a lista: http://www.vista-se.com.br/expedito/

Liberte seu computador!


Muita gente gostaria de usar um sistema operacional livre em seu computador, mas não tem idéia de como começar. O grupo Linux no PC lançou ma versão customizada do Ubuntu Linux 8.10, isto é, uma versão personalizada com a intenção de atender aos usuários e usuárias iniciantes. Esta versão vem com todos os repositórios de pacotes (programas, bibliotecas, documentação, ...) já configurados, codecs multimídia instalados, vários programas extra instalados (aMSN, aMULE, Skype, extrator de CDs de áudio, ...), vários plugins para o Firefox (suporte a flash, vídeos em vários formatos, java e adblock), Wine (permite a instalação e execução de programas aplicativos feitos para o Windows®), OpenOffice versão 3 com o corretor ortográfico VERO do BROffice (com suporte ao novo acordo ortográfico, a partir de 1º de janeiro de 2009 mudanças na escrita irão se incorporar à norma culta da língua portuguesa), vários manuais e documentos de dicas gravados na pasta "Manuais", um tema visual bastante agradável e muito mais. Você não precisa nem instalar se não quiser: é possível queimar a imagem em um DVD e rodar o sistema direto do disco! Experimentem!

Baixem aqui!!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Primeiros Passos Para o Veganismo - Gato Negro

Pessoal, este é um lançamento do Gato Negro (Grupo Abolicinista de Belo Horizonte) e serve como guia para pessoas que se interessam pelo veganismo e não sabem por onde começar, ou para simplesmente aquelas que têm alguma curiosidade sobre o assunto.

Nas 14 páginas, contém informações sobre direitos animais, o que é o veganismo, testes em animais, como fazer uma transição, receitas, uma sugestão de cardápio vegano, questões sobre saúde, B12, impactos no meio ambiente, perguntas frequentes e sugestões de leitura e filmes.

Este modelo está sendo vendido por R$2,00, para contribuir com as demais atividades do coletivo (mais informações: http://www.gato-negro.org/), mas também está sendo distribuído pela internet. Ou seja, quem puder e quiser doar algum valor, acessei: http://www.gato-negro.org/content/view/14/49/

Aqui o Guia: http://d.scribd.com/docs/2j9rlds7hpmypgh98cy4.pdf (aí é só clicar no disquete para salvar o documento).

Teoria dos Direitos Animais em vídeo (em português)

Pessoal, neste atalho virtual: http://www.abolitionistapproach.com/index.php?page_id=117 vocês encontrarão a Teoria dos Direitos Animais (em português), do Professor Gary Francione, em vídeo. Para quem nunca assistiu, recomendamos com Urgência!!!

quarta-feira, 4 de março de 2009

“Bem-Estaristas” pelos Direitos Animais: Uma Antítese

por Joan Dunayer


Revista Satya

Março de 2005


Tradução: Coletivo Madu


“Sufoquem as galinhas!” Um grito de guerra imaginário, repugnante demais para ser real. No entanto, alguns grupos de proteção animal, como o PETA e o United Poultry Concerns, vêm pedindo que matadouros sufoquem as galinhas até a morte em suas gaiolas de transporte ao invés de deixá-las conscientes enquanto elas são acorrentadas, paralisadas eletricamente, e têm suas gargantas cortadas. O assassinato em massa das galinhas é desnecessário, injusto, e invariavelmente cruel. Pedir que as galinhas sejam sufocadas sugere o contrário. Sugere que o problema é como elas são mortas. Uma campanha por um assassinato menos cruel propõe uma nova forma de cometer assassinato em massa. Tal campanha é “bem-estarista”.


Campanhas “bem-estaristas” estimulam a noção de que animais escravizados e assassinados podem ter bem-estar. Bem-estar genuíno é incompatível com a escravidão, o assassinato e outros abusos, então eu coloco aspas ao redor de bem-estar quando o contexto é malefício especista. Campanhas “bem-estaristas” são contra os direitos. Elas advogam maneiras diferentes de violar os direitos morais dos animais não-humanos. Campanhas denominadas de abate humanitário advogam uma maneira diferente de violar o direito dos animais não-humanos à vida. Campanhas por confinamento menos severo advogam uma maneira diferente de violar o direito dos animais não-humanos à vida.


O PETA pressionou o McDonald's, o Burger King e o Wendy's a exigirem que seus fornecedores de ovos e carne confinem os animais não-humanos menos cruelmente. Estes restaurantes agora especificaram, entre outras coisas, que seus fornecedores de ovos devem aumentar o espaço designado a uma galinha poedeira enjaulada de 48 polegadas quadradas a pelo menos 67. Uma galinha tem o direito moral de não ser confinada nem a 48 nem a 67 polegadas quadradas. Muitas e muitos ativista gritaram “O que nós queremos? Direitos animais! Quando os queremos? Agora!” Com boa razão, nenhuma ou nenhum ativista já gritou “O que queremos? Jaulas um pouco maiores! Quando as queremos? Quando o McDonald's ou outro abusador em massa exigir que seus fornecedores os usem!” Qualquer tentativa de trabalhar com, ao invés de contra, indústrias de abuso animal deve levantar uma grande bandeira vermelha. É moralmente errado explorar um animal não-humano em qualquer quantidade de espaço, dentro ou fora de uma jaula. Essa é a mensagem que protetoras e protetores animais deveriam defender.


Nós não precisamos comer partes dos corpos de galinhas mortas por asfixia ou qualquer outro método. Nós não precisamos comer ovos de galinhas poedeiras cativas em jaulas ou de qualquer outra forma. Nós não precisamos comer alimentos de quaisquer animais não-humanos. Ao invés de clamar por assassinato ou confinamento menos cruel, nós deveríamos promover o veganismo. Simplesmente publicitar a realidade da exploração animal pode levar muitas pessoas a se tornarem veganas. Persuadir as pessoas a adotarem um estilo de vida vegano reduz o número de animais não-humanos que sofrem e morrem. Isso também diminui o apoio público à indústria da carne, da vivissecção e de outras formas de exploração animal, aproximando o dia em que elas sejam banidas.


Algumas e alguns ativistas defendem tanto o “bem-estarismo” quanto o veganismo. Seu “bem-estarismo” impede a difusão do veganismo por insinuar que a exploração animal é inevitável e, portanto, aceitável, enquanto “humana”. Nossa mensagem ao público deve ser clara e consistente: nós não precisamos explorar outros animais; explorá-los é injusto e sempre causa sofrimento. Assim como modelos do veganismo devem aderir ao veganismo em seu estilo de vida, porta-vozes do veganismo devem aderir ao veganismo em seu ativismo. Não faria sentido defender o veganismo em um minuto e defender a produção de carne ou ovos supostamente mais palatável no próximo. Para ter poder total, nossa oposição à exploração animal deve ser consistente.


Nós devemos persistentemente advogar os direitos dos animais não-humanos – ou seja, sua emancipação. “Bem-estaristas” que se chamam de ativistas pelos “direitos animais” destroem o conceito de direitos animais. Elas e eles confundem o público a pensar que o aprisionamento, o assasinato e outros abusos especistas podem ser consistentes com os direitos animais. “Bem-estaristas” substituem o direitos dos animais não-humanos à vida com um “direito” de serem assassinados em menos terror e dor. Elas e eles diminuem o direitos dos animais não-humanos à liberdade a um “direito” a serem injustamente aprisionados em mais espaço. Na verdade, alguém que não possui os direitos mais básicos – à vida e à liberdade – não possuem nenhum direito.


Enquanto advogarmos a emancipação total, nós podemos conquistar emancipações parciais, através de proibições abolicionistas (emancipacionistas). Todas as proibições abolicionistas protegem pelo menos alguns animais de alguma forma de exploração. Eles previnem que os animais entrem na situação exploratória e podem também remover vítimas atuais daquela situação. Por exemplo, uma proibição a elefantes em “apresentações com animais” emancipam os elefantes de circos e outras situações de performance. Uma proibição à caça de ursos previne os ursos de serem machucados ou mortos: previne, ao invés de modifica, seu abuso. Ativistas podem trabalhar por qualquer número de proibições, incluindo proibições a produtos de pelt, fígados gordurosos de aves, a clonagem de animais de estimação e mamíferos marinhos em prisões aquáticas. Por enquanto, proibições abolicionistas não vão emancipar a maioria dos animais não-humanos, mas elas irão emancipar alguns e nos mover na direção correta. Nós não podemos proibir os produtos especistas mais populares (como a carne de peixes, leite de vacas e ovos de galinhas) até que construamos oposição pública a estes produtos.


Enquanto não pudermos alcançar proibições abolicionistas, nós podemos nos engajar em boicotes abolicionistas. Apesar deles não terem a força da lei, boicotes podem ser altamente eficientes. Uma campanha “Boicote aos Ovos” avançaria a emancipação das galinhas. Ao convencer mais pessoas a parar de comprar ovos, diminuiria o número de galinhas que sofrem enquanto aumentaria a oposição à inteira indústria de ovos. Similarmente, um boicote a produtos de cuidado corporal que não são livres de crueldade reduziria a vivissecção e aumentaria a demanda por produtos livres de crueldade. Em adição ao boicote a produtos em particular, ativistas podem boicotar instituições especistas em particular como corrida de cavalos e zoológicos.


“Bem-estaristas” comumente dizem “Eu apóio tudo que reduz o sofrimento animal”. A longo prazo, medidas “bem-estaristas” aumentam o sofrimento porque elas perpetuam a exploração. Considere a Lei de Métodos Humanos de Abate (LMHA). Se você está informada ou informado sobre o que ocorre em matadouros, você sabe que o LMHA falha profundamente em proteger os animais não-humanos. Primariamente, ela aumenta o apoio público ao assassinato ao legitimar a indústria da carne e passar a falsa impressão de que as vítimas são mortas “humanamente”. Medidas “bem-estaristas” são largamente fúteis porque elas deixam os animais nas mãos de seus opressores. Somente medidas emancipativas, que honram os direitos morais dos animais, podem proteger adequadamente os animais não-humanos. Genuíno bem-estar animal requer a liberdade da exploração.


Joan Dunayer é a autora de Animal Equality: Language and Liberation (2001) e o recém lançado Speciesism (2005), ambos da Ryce Publishing.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

50 Consequências Fatais da Experimentação Em Animais

(ou, Porque a Experimentação Animal deve Acabar)


01) Pensava-se que fumar não provocava câncer, porque câncer relacionado ao fumo é difícil de ser reproduzido em animais de laboratório. As pessoas continuam fumando e morrendo de câncer. (2)

02) Embora haja evidências clínicas e epidemiológicas de que a exposição à benzina causa leucemia em humanos, a substância não foi retida como produto químico industrial. Tudo porque testes apoiados pelos fabricantes para reproduzir leucemia em camundongos a partir da exposição à benzina falharam. (1)

03) Experimentos em ratos, hamsters, porquinhos-da-índia e macacos não revelaram relação entre fibra de vidro e câncer. Não até 1991, quando, após estudos em humanos, a OSHA - Occupational, Safety and Health Administration - os rotulou de cancerígenos (1)

04) Apesar de o arsênico ter sido reconhecido como substância cancerígena para humanos por várias décadas, cientistas encontraram poucas evidências em animais. Só em 1977 o risco para humanos foi estabelecido (6), após o câncer ter sido reproduzido em animais de laboratório. (7) (8) (9)

05) Muitas pessoas expostas ao amianto morreram, porque cientistas não conseguiram produzir câncer pela exposição da substância em animais de laboratório.

06) Marca-passos e válvulas para o coração tiveram seu desenvolvimento adiado, devido a diferenças fisiológicas entre humanos e os animais para os quais os aparelhos haviam sido desenhados.

07) Modelos animais de doenças cardíacas falharam em mostrar que colesterol elevado e dieta rica em gorduras aumentam o risco de doenças coronárias. Em vez de mudar hábitos alimentares para prevenir a doença, as pessoas mantiveram seus estilos de vida com falsa sensação de segurança.

08) Pacientes receberam medicamentos inócuos ou prejudiciais à saúde, por causa dos resultados de modelos de derrame em animais.

09) Erroneamente, estudos em animais atestaram que os Bloqueadores Beta não diminuiriam a pressão arterial em humanos, o que evitou o desenvolvimento da substância (10) (11) (12). Até mesmo os vivisseccionistas admitiram que os modelos de hipertensão em animais falharam nesse ponto. Enquanto isso, milhares de pessoas foram vítimas de derrame.

10) Cirurgiões pensaram que haviam aperfeiçoado a Keratotomia Radial (cirurgia para melhorar a visão) em coelhos, mas o procedimento cegou os primeiros pacientes humanos. Isso porque a córnea do coelho tem capacidade de se regenerar internamente, enquanto a córnea humana se regenera apenas superficialmente. Atualmente, a cirurgia é feita apenas na superfície da córnea humana.

11) Transplantes combinados de coração e pulmão também foram "aperfeiçoados" em animais, mas os primeiros três pacientes morreram nos 23 dias subseqüentes à cirurgia (13). De 28 pacientes operados entre 1981 e 1985, 8 morreram logo após a cirurgia, e 10 desenvolveram Bronquiolite Obliterante , uma complicação pulmonar que os cães submetidos aos experimentos não contraíram. Dos 10, 4 morreram e 3 nunca mais conseguiram viver sem o auxílio de um respirador artificial. Bronquiolite obliterante passou a ser o maior risco da operação (14)

12) Ciclosporin A inibe a rejeição de órgãos e seu desenvolvimento foi um marco no sucesso dos transplantes. Se as evidências irrefutáveis em humanos não tivessem derrubado as frágeis provas obtidas com testes em animais, a droga jamais teria sido liberada. (15)

13) Experimentos em animais falharam em prever toxidade nos rins do anestésico geral metoxyflurano. Muitas pessoas que receberam o medicamento perderam todas as suas funções renais.

14) Testes em animais atrasaram o início da utilização de relaxantes musculares durante anestesia geral.

15) Pesquisas em animais não revelaram que algumas bactérias causam úlceras, o que atrasou o tratamento da doença com antibióticos.

16) Mais da metade dos 198 medicamentos lançados entre 1976 e 1985 foram retirados do mercado ou passaram a trazer nas bulas efeitos colaterais, que variam de severos a imprevisíveis (16). Esses efeitos incluem complicações como disritmias letais, ataques cardíacos, falência renal, convulsões, parada respiratória, insuficiência hepática e derrame, entre outros.

17) Flosin (Indoprofeno), medicamento para artrite, testado em ratos, macacos e cães, que o toleraram bem. Algumas pessoas morreram após tomar a droga.

18) Zelmid, um antidepressivo, foi testado sem incidentes em ratos e cães. A droga provocou sérios problemas neurológicos em humanos.

19) Nomifensina, um outro antidepressivo, foi associado a insuficiência renal e hepática, anemia e morte em humanos. Testes realizados em animais não apontaram efeitos colaterais.

20) Amrinone, medicamento para insuficiência cardíaca, foi testado em inúmeros animais e lançado sem restrições. Humanos desenvolveram trombocitopenia, ou seja, ausência de células necessárias para coagulação.

21) Fialuridina, uma medicação antiviral, causou danos no fígado de 7 entre 15 pessoas. Cinco acabaram morrendo e as outras duas necessitaram de transplante de fígado. (17) A droga funcionou bem em marmotas. (18) (19)

22) Clioquinol, um antidiarréico, passou em testes com ratos, gatos, cães e coelhos. Em 1982 foi retirado das prateleiras em todo o mundo após a descoberta de que causa paralisia e cegueira em humanos.

23) A medicação para a doença do coração Eraldin provocou 23 mortes e casos de cegueira em humanos, apesar de nenhum efeito colateral ter sido observado em animais. Quando lançado, os cientistas afirmaram que houve estudos intensivos de toxidade em testes com cobaias. Após as mortes e os casos de cegueira, os cientistas tentaram sem sucesso desenvolver em animais efeitos similares aos das vítimas. (20)

24) Opren, uma droga para artrite, matou 61 pessoas. Mais de 3500 casos de reações graves têm sido documentados. Opren foi testado sem problemas em macacos e outros animais.

25) Zomax, outro medicamento para artrite, matou 14 pessoas e causou sofrimento a muitas.

26) A dose indicada de isoproterenol, medicamento usado para o tratamento de asma, funcionou em animais. Infelizmente, foi tóxico demais para humanos, provocando na Grã-Bretanha a morte de 3500 asmáticos por overdose. Os cientistas ainda encontram dificuldades de reproduzir resultados semelhantes em animais. (21) (22) (23) (24) (25) (26)

27) Metisergide, medicamento usado para tratar dor de cabeça, provoca fibrose retroperitonial ou severa obstrução do coração, rins e veias do abdômen. (27) Cientistas não estão conseguindo reproduzir os mesmos efeitos em animais. (28)

28) Suprofen, uma droga para artrite, foi retirada do mercado quando pacientes sofreram intoxicação renal. Antes do lançamento da droga, os pesquisadores asseguraram que os testes tiveram (29) (30) "perfil de segurança excelente, sem efeitos cardíacos, renais ou no SNC (Sistema Nervoso Central) em nenhuma espécie".

29) Surgam, outra droga para artrite, foi designada como tendo fator protetor para o estômago, prevenindo úlceras, efeito colateral comum de muitos medicamentos contra artrite. Apesar dos resultados em testes feitos em animais, úlceras foram verificadas em humanos (31) (32).

30) O diurético Selacryn foi intensivamente testado em animais. Em 1979, o medicamento foi retirado do mercado depois que 24 pessoas morrerem por insuficiência hepática causada pela droga. (33) (34)

31) Perexilina, medicamento para o coração, foi retirado do mercado quando produziu insuficiência hepática não foi prognosticada em estudos com animais. Mesmo sabendo que se tratava de um tipo de insuficiência hepática específica, os cientistas não conseguiram induzi-la em animais. (35)

32) Domperidone, droga para o tratamento de náusea e vômito, provocou batimentos cardíacos irregulares em humanos e teve que ser retirada do mercado. Cientistas não conseguiram produzir o mesmo efeito em cães, mesmo usando uma dosagem 70 vezes maior. (36) (37)

33) Mitoxantrone, usado em um tratamento para câncer, produziu insuficiência cardíaca em humanos. Foi testado extensivamente em cães, que não manifestaram os mesmos sintomas. (38) (39)

34) A droga Carbenoxalone deveria prevenir a formação de úlceras gástricas, mas causou retenção de água a ponto de causar insuficiência cardíaca em alguns pacientes. Depois de saber os efeitos da droga em humanos, os cientistas a testaram em ratos, camundongos, macacos e coelhos, sem conseguirem reproduzir os mesmos sintomas. (40) (41)

35) O antibiótico Clindamicyn é responsável por uma condição intestinal em humanos chamada colite pseudomembranosa. O medicamento foi testado em ratos e cães, diariamente, durante um ano. As cobaias toleraram doses 10 vezes maiores que os seres humanos. (42) (43) (44)

36) Experiências em animais não comprovaram a eficácia de drogas como o valium, durante ou depois de seu desenvolvimento (45) (46)

37) A companhia farmacêutica Pharmacia & Upjohn descontinuou testes clínicos dos comprimidos de Linomide (roquinimex) para o tratamento de esclerose múltipla, após oito dos 1200 pacientes sofrerem ataques cardíacos em conseq¸ência da medicação. Experimentos em animais não previram esse risco.

38) Cylert (pemoline), um medicamento usado no tratamento de Déficit de Atenção/Hiperatividade, causou insuficiência hepática em 13 crianças. Onze delas ou morreram ou precisaram de transplante de fígado.

39) Foi comprovado que o Eldepryl (selegilina), medicamento usado no tratamento de Doença de Parkinson, induziu um grande aumento da pressão arterial dos pacientes. Esse efeito colateral não foi observado em animais, durante o tratamento de demência senil e desordens endócrinas.

40) A combinação das drogas para dieta fenfluramina e dexfenfluramina - ligadas a anormalidades na válvula do coração humano - foram retiradas do mercado, apesar de estudos em animais nunca terem revelado tais anormalidades. (47)

41) O medicamento para diabetes troglitazone, mais conhecido como Rezulin, foi testado em animais sem indicar problemas significativos, mas causou lesão de fígado em humanos. O laboratório admitiu que ao menos um paciente morreu e outro teve que ser submetido a um transplante de fígado. (48)

42) Há séculos a planta Digitalis tem sido usada no tratamento de problemas do coração. Entretanto, tentativas clínicas de uso da droga derivada da Digitalis foram adiadas porque a mesma causava pressão alta em animais. Evidências da eficácia do medicamento em humanos acabaram invalidando a pesquisa em cobaias. Como resultado, a digoxina, um análogo da Digitalis, tem salvo inúmeras vidas. Muitas outras pessoas poderiam ter sobrevivido se a droga tivesse sido lançada antes. (49) (50) (51) (52)

43) FK506, hoje chamado Tacrolimus, é um agente anti-rejeição que quase ficou engavetado antes de estudos clínicos, por ser extremamente tóxico para animais. (53) (54) Estudos em cobaias sugeriram que a combinação de FK506 com cyclosporin potencializaria o produto. (55) Em humanos ocorreu exatamente o oposto. (56)

44) Experimentos em animais sugeriram que os corticosteróides ajudariam em casos de choque séptico, uma severa infecção sang¸ínea causada por bactérias. (57) (58). Em humanos, a reação foi diferente, tendo o tratamento com corticosteróides aumentado o índice de mortes em casos de choque séptico. (59)

45) Apesar da ineficácia da penicilina em coelhos, Alexander Fleming usou o antibiótico em um paciente muito doente, uma vez que ele não tinha outra forma de experimentar. Se os testes iniciais tivessem sido realizados em porquinhos-da-índia ou em hamsters, as cobaias teriam morrido e talvez a humanidade nunca tivesse se beneficiado da penicilina. Howard Florey, ganhador do Premio Nobel da Paz, como co-descobridor e fabricante da penicilina, afirmou: "Felizmente não tínhamos testes em animais nos anos 40. Caso contrário, talvez nunca tivéssemos conseguido uma licença para o uso da penicilina e, possivelmente, outros antibióticos jamais tivessem sido desenvolvidos.

46) No início de seu desenvolvimento, o flúor ficou retido como preventivo de cáries, porque causou câncer em ratos. (60) (61) (62)

47) As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado (*nota do tradutor: A Talidomina foi desenvolvida em 1954 destinada a controlar ansiedade, tensão e náuseas. Em 1957 passou a ser comercializada e em 1960 foram descobertos os efeitos teratogênicos provocados pela droga, quando consumida por gestantes: durante os 3 primeiros meses de gestação interfere na formação do feto, provocando a focomelia que é o encurtamento dos membros junto ao tronco, tornando-os semelhantes aos de focas.)

48) Pesquisas em animais produziram dados equivocados sobre a rapidez com que o vírus HIV se reproduz. Por causa do erro de informação, pacientes não receberam tratamento imediato e tiveram suas vidas abreviadas.

49) De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação.

50) Muitos pesquisadores que trabalham com animais ficam doentes ou morrem devido à exposição a microorganismos e agentes infecciosos inofensivos para animais, mas que podem ser fatais para humanos, como por exemplo o vírus da Hepatite B.

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Tempo, dinheiro e recursos humanos devotados aos experimentos com animais poderiam ter sido investidos em pesquisas com base em humanos. Estudos clínicos, pesquisas in-vitro, autópsias, acompanhamento da droga após o lançamento no mercado, modelos computadorizados e pesquisas em genética e epidemiologia não apresentam perigo para os seres humanos e propiciam resultados precisos. Importante salientar que experiências em animais têm exaurido recursos que poderiam ter sido dedicados à educação do público sobre perigos para a saúde e como preservá-la, diminuindo assim a incidência de doenças que requerem tratamento. Experimentação Animal não faz sentido. A prevenção de doenças e o lançamento de terapias eficazes para seres humanos está na ciência que tem como base os seres humanos.

Fonte: PEA - Projeto Esperança Animal

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Caderno de Saramago - Susi

Texto de José Saramago contra animais em circo:
http://caderno.josesaramago.org/2009/02/19/susi/

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Os gladiadores romanos eram vegetarianos gordos

Os gladiadores romanos eram vegetarianos com sobrepeso e não os homens repletos de músculos retratados por atores como Russel Crowe, antropólogos dizem. Cientistas austríacos analisaram os esqueletos de dois tipos diferentes de gladiadores, os myrmillos e os retiariae, achados no sítio antigo de Ephesus, perto de Selsuk, na Turquia.

(...)

Os paleoantropólogos austríacos confiaram em um método conhecido como microanálise elemental que permite que cientistas determinem o que um ser humano comeu durante sua vida. Com a ajuda de um sonar, ele puderam estabelecer a concentração química dentro das células em amostras de osso retiradas dos esqueletos em Ephesus. A partir disto, eles puderam determinar o quanto de carne, peixe, grãos e frutas fazia parte da dieta das máquinas de luta romana.

Uma dieta balanceada de carne e vegetais deixa iguais quantidades de zinco e estrôncio nas células, enquanto uma dieta primariamente vegetariana deixa altos níveis de estrôncio e pouco zinco, disse Grossschmidt.

Fabian Kanz, do departamento de química analítica da universidade, disse que a densidade dos ossos dos gladiadores nos dá pistas sobre como eles viveram. "A densidade dos ossos era bem maior que o normal, como é o caso com os atletas modernos", ele disse.

http://www.abc.net.au/science/articles/2004/04/05/1081439.htm

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Na reunião de abril da Associação Americana de Atropólogos Físicos, uma equipe de pesquisa apresentou dados concluindo que gladiadores consumiam uma dieta consistindo primariamente de feijões, cevada e frutas secas junto com uma bebida rica em minerais.


Os antropólogos da Universidade Médica de Viena Fabian Kaz e Karl Grossschmidth analisaram esqueletos de gladiadores desenterrados perto de um antigo estádio de Ephesus onde hoje se encontra a Turquia. Os pesquisadores encontraram altos níveis do elemento traço estrôncio, associado com dietas baseadas em plantas, nos ossos dos atletas.

http://dsc.discovery.com/news/2007/06/26/gladiator_arc.html?category=animals&guid=20070626100030

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Tribo vegana no Himalaia





There are about 1,000 descendants of the Aryan tribes and they live scattered around Gilgit, Hunza, Kargil and Leh. Being nature worshippers, they celebrate the Bononah (nature) festival and are strict vegans, which means they are not only strictly vegetarian but also don't consume milk or milk products.
http://www.thehindubusinessline.com/life/2005/01/07/stories/2005010700080200.htm

Pecuária: Escravidão e Destruição de Florestas


Amazônia concentra maior parte de casos de trabalho escravo no Brasil
Atividades econômicas que destroem floresta estão ligadas ao crime.
Pará, Mato Grosso e Maranhão são estados mais afetados pelo problema.
De acordo com dados levantados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), 51% dos casos de trabalho escravo ocorridos em 2008 estavam ligados à pecuária.
http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL949648-16052,00-AMAZONIA+CONCENTRA+MAIOR+PARTE+DE+CASOS+DE+TRABALHO+ESCRAVO+NO+BRASIL.html