segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Tyson usará Brasil para ter acesso ao mercado europeu em aves

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil será a porta de entrada na Europa para a Tyson Foods, maior processadora mundial de carnes, devido ao acesso do país sem restrições para exportação de aves a esse mercado.

Com as restrições às vendas dos Estados Unidos à Europa devido a divergências relacionadas a métodos de produção, esse é um dos poucos mercados à que a Tyson não tem acesso.

"A Tyson vende em mais de 80 países e um grande mercado que não está disponível para a gente é a Europa. Agora vamos ter acesso a todos os países do mercado europeu", afirmou na quinta-feira Rick Greubel, presidente da área internacional da empresa, ao anunciar o início das operações no mercado brasileiro por meio da compra do controle de três empresas locais.

"O Brasil tem uma posição privilegiada por ter habilidade de produzir com custos competitivos e de exportar para praticamente todos os países do mundo. Chegamos para ficar", completou.

Segundo Greubel, "o Brasil faz muito sentido" devido não apenas ao crescente mercado local, mas também pelas condições favoráveis à produção. "O clima favorece a produção de frango, tem disponibilidade de água, milho, soja e mão-de-obra. E habilidade de atender não só o crescente mercado local mas também de exportar para quase todos os mercados de consumo no mundo. Pode-se imaginar que o Brasil será a base da empresa para exportação à Europa", disse, sem no entanto comentar expectativa de exportação ou de faturamento.

A Tyson adquiriu as empresas Macedo Agroindustrial, com um faturamento de 120 milhões de reais em 2007, e a Avícola Itaiópolis (Avita) com expectativa de receita de 52 milhões neste ano -- a empresa inaugurou as instalações em janeiro. Foi adquirida ainda uma participação de 70 por cento na Frangobras, que tem previsão de faturamento de 50 milhões de reais nos quatro últimos meses deste ano, quando começou a operar. "Os planos para o futuro são primeiro expandir a capacidade dessas três empresas, depois avaliar outras oportunidades no mercado brasileiro, adquirir ou construir uma planta do tipo greenfield", explicou Greubel.

A Macedo comercializa para Santa Catarina, região de Curitiba e Porto Alegre, e outros 50 por cento do volume é exportado. Dada a sua presença no mercado internacional a marca poderá ser mantida mesmo para exportação.

Já a Frangobras foi concebida pensando em 20 por cento da produção para o mercado interno e 80 por cento para o externo, mas a empresa não descarta que as vendas externas cheguem a 100 por cento da produção. A Avita é toda voltada para o mercado nacional -- norte de Santa Catarina e São Paulo, daí seguindo para o Nordeste.

Greubel não descartou novos investimentos no Brasil, incluindo na área de bovinos, em que a Tyson conta com uma unidade na Argentina. A utilização da marca Tyson no país também está nos planos.
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=809497&tit=Tyson-Foods-compra-avicolas-no-Sul-do-Brasil

Cadastro Veg

Campanha de cadastramento de vegetarianos!

Olá a todos,

A semana que vem teremos mais um Congresso Vegetariano Brasileiro onde estarei presente para apresentar a pesquisa que estou fazendo sobre os vegetarianos.

Desde 2006 tenho feito um levantamento sobre o vegetarianismo e o perfil do vegetariano e este ano coloquei no ar o Cadastro-Veg que é um registro ou cadastro de vegetarianos. Na realidade são dois projetos separados, mas interligados e com objetivos semelhantes. Isto permite mapear o vegetarianismo e auxilia a difundir esta prática e mostrar que o vegetarianismo avança cada vez mais. Este contato é para convidá-lo a fazer parte do Cadastro dos Vegetarianos.

E porque é importante este registro ou a visibilidade do número de vegetarianos espalhados não somente pelo Brasil, mas pelo mundo todo?

Porque mostra ao mercado e mesmo aos políticos que há um grande número de pessoas que vêm os animais de forma diferente; para mostrar que há um grande número de pessoas que se alimenta e consome de forma diferente e que precisa ser atendido. E porque isto tudo? Para que o mercado mude, para que os políticos pensem neste público ao votarem e também mudem seus projetos e suas votações. Para que todos os setores da vida, do consumo e da sociedade possam nos incluir e com isto o vegetarianismo ocupar mais espaços e se espalhar por todos os lados.

Nós queremos o ensino diferente, queremos produtos de consumo diferente, na alimentação, vestuário, limpeza e cosméticos e mesmo na área de transportes. Queremos poder viajar e termos alimentos que contemplem nossas necessidades e não apenas ficarmos olhando os outros passageiros comendo ao nosso lado. Queremos beber ou tomar medicações se necessário sem medo de ingerir gelatina ou pedaços de animais criteriosamente utilizados para o consumo humano. Queremos ter aulas sem precisar usar e descartar animais; queremos que nossos filhos possam ir à escola e sermos respeitados na educação e alimentação que escolhermos dar a eles. Queremos a esperança de um futuro sem testes em animais, mas para isto é preciso ampliar muito mais esta rede. Como isto, com estes números, teremos mais argumentos para impedir este patrocínio da crueldade. Queremos mostrar às empresas e instituições que patrocinam esportes com animais que há muitas pessoas contrárias a este tipo de prática e por isto precisamos mostrar a todos que somos muito e estamos em todos os lugares e que estamos crescendo rapidamente. É preciso mostrar que somos jovens ou não mais tão jovens, homens e mulheres e que nosso consumo não pode significar o sacrifício ou a exploração de animais. Somos de todos os lugares, de todo o tipo de profissão e queremos viver em outro mundo onde o animal não seja visto como consumo, objeto, ou instrumento. Queremos mostrar também que muitos de nós seriamos mais radicais se houvesse produtos sem nada de origem animal e que sempre que houver um produto sem componentes de origem animal esta seria nossa escolha!

Por isto é importante registrar-se no cadastro-veg e divulgá-lo!

Por isto este convite para todos aqueles que ainda não se registraram para que entrem no site do cadastro, www.cadastroveg.org, registrem-se e divulguem. Mesmo aqueles que já participaram da pesquisa é importante que se registrem. Na semana que vem este cadastro também será apresentado no Congresso junto com a pesquisa e convido a todos que ainda não se registraram para que possam fazer parte desta rede. Todos podem participar dos dois projetos, a pesquisa e o cadastro. Um é aberto e público deve ser amplamente divulgado e o outro é sigiloso e será divulgado apenas o resultado. O registro no Cadastro-Veg é mais importante e porque para a pesquisa já há bastante dados, mas se alguém quiser participar serão bem-vindos somente até dia 15 de novembro de 2008.

Para aqueles que têm sites, blogs, comunidades no Orkut, e-groups ou newsletter um pedido para colocarem também um link deste projeto para que muito em breve possamos mostrar a todos que somos muitos. Na segunda fase estabelecimentos, sites, blog e produtos relacionados ao vegetarianismo poderão ser divulgados. Se alguém tem contatos de vegetarianos de língua portuguesa em outros países, por favor, encaminhem este pedido.

Quatro meses depois de lançado o número se aproxima de 700. Destes só tivemos um caso de perfil falso e a grande maioria fez questão de colocar seu nome verdadeiro, para mostrar que somos reais e estamos por toda a parte e que apoiamos e vivemos o vegetarianismo.

Vamos ver se até a semana que vem chegamos a 800 e até o fim do ano a 1000(participe com seus dados verdadeiros e seja o mais transparente possível). Para pesquisar acesse: www.cadastroveg.org/MainPortal.php?do=portalConsForm1Ac&Opc=CLEAR e filtre os resultados ou simplesmente clique em baixo em "ver resultados" e acompanhe o total de registrados.

O projeto tem outras fases que virão na seqüência onde estes atores sociais que queremos que saibam que somos muitos serão notificados. Na fase seguinte do projeto estes números ou estes resultados serão apresentados para estas pessoas do comércio, da política, imprensa e mesmo cientistas.

Isto se dará em breve quando o site do cadastro estiver mais bem estruturado e com a parte dos voluntários organizada. Numa terceira fase o cadastro será traduzido para o inglês e espanhol e poderá ser divulgado para outros países. (No momento há falta de recursos para isto)

A pesquisa segue sendo realizada e será apresentada parcialmente no 2° Congresso Brasileiro em BH e só receberá novos questionários até dia 15 de novembro de 2008 quando os dados serão analisados mais profundamente e divulgados na mídia de várias formas.

Fica o convite:

-cadastre-se no Cadastro-Veg (há espaço também para aliados e pessoas em transição para o vegetarianismo e também espaço para relacionamentos caso haja interesse) www.cadastroveg.org (cuidem de verificar que o email cadastrado esteja correto e também liberem os mecanismos antispam para receber a confirmação. Coloquem dois emails para garantir o contato, se possível).

-divulguem em seu site, blog, comunidades no Orkut, e-groups e mailing lists o cadastro-Veg (aqueles sites, blogs e divulgações relacionadas a este projeto poderão ser divulgados quando os novos recursos estiverem prontos, porque é preciso de ajuda voluntária para isto).

-se você já se cadastrou e não colocou foto ainda, vá lá e atualize seus dados. Se perdeu a senha é só solicitar nova senha. Mostre a sua singularidade veg e embeleze o cadastro!

-quem quiser pode ainda participar da pesquisa e responder o questionário somente até dia 15/11/2008. http://poramoraosanimais.blogspot.com/.

-depois que o site estiver com o link para voluntários estará apto a receber voluntários. Contate-nos desde já se tiver interesse e disponibilidade:

contato@cadastroveg.org.

Faça parte desta grande rede vegetariana,

Eliane Carmanim Lima

contato@cadastroveg.org

www.cadastroveg.org

Porto Alegre, 19/09/2008.

Registre-se no cadastro dos vegetarianos e mostre a todos que já somos muitos!

Convide outros vegetarianos e aliados e ajuda mudar o mundo.

Cadastro-Veg, uma grande rede veg que se une num mesmo ideal !

www.cadastroveg.org

domingo, 7 de setembro de 2008

Zine True Lies

Ei pessoal, blogue de um zine fera que fala um pouco de feminismo e libertação animal:
http://ansia2.blogspot.com/

Apóiem!!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Especialista em conservação de água defende vegetarianismo

John Anthony Allan diz que quem come carne consome, indiretamente, 5 mil litros de água ao dia

Associated Press



ESTOCOLMO - O ganhador do Prêmio Estocolmo da Água criticou o crescente uso de biocombustíveis e pediu que as pessoas comam menos carne, para ajudar a reduzir a água usada na produção de comida.

O pesquisador britânico John Anthony Allan disse que o efeito do uso crescente de biocombustíveis é "assustador demais para pensar".

Allan, de 71 anos, recebeu o prêmio da água de 2008 por ter criado o conceito de "água virtual", que mede a quantia de água usada em produção industrial e de alimentos. Ele disse que consumir carne prejudica o meio ambiente.

"Pessoas que não são vegetarianas consomem cinco metros cúbicos (cinco mil litros) de água ao dia; o banho que você toma é uma poça minúscula comparada com isso. É a água que entra na comida que é o grande problema", disse ele. "Seja racional e coma menos carne".

Ele falou á reportagem da Associated Press nos bastidores da Semana Mundial da Água, uma conferência da qual participam 2.500 cientistas, políticos e representantes de 140 países. Allan receberá o prêmio de US$ 150 mil numa cerimônia na quinta-feira.

Relatório divulgado nesta segunda-feira, 18, diz que as populações no mundo em desenvolvimento correm riscos cada vez maiores por causa do uso de água de esgoto em irrigação.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Qual a Diferença?






















Muitas pessoas conseguem perceber que touradas, rodeios e animais em circo são exemplos do quão baixo o homem pode ir para satisfazer seus desejos fúteis. Essas pessoas reconhecem que também somos animais, e que não há grande diferença entre torturar um boi e torturar um ser humano. Infelizmente, algumas vezes a crítica pára por aí. A questão animal é muito maior do que apenas um caso isolado de maus-tratos, e ela é extremamente dependente de nossas escolhas.

Enquanto acreditam que toureiros e peões são pessoas horríveis, deixam de olhar para o seu próprio papel na escravidão animal. Há quem resgata cachorros e gatos de rua, mas consome produtos de empresas que testam seus produtos nos mesmos. Há quem deixa de comer carne, mas continua consumindo leite e ovos, tão ou mais cruéis que a carne. Há quem participa de passeatas contra o rodeio, mas ainda é onívoro(a) ou apenas ovolactovegetariano(a).

Será que realmente somos tão diferentes de quem criticamos?

Achamos um absurdo que uma pessoa maltrate seu animal de estimação, mas maltratamos animais da mesma forma quando optamos por refeições onívoras ou ovolactovegetarianas, usamos roupas de couro, financiamos empresas que praticam vivissecção, vamos assistir a um circo com animais ou participamos de um rodeio “apenas para ouvir a música”.

Tudo isso está interligado. Tudo isso é exploração animal.

Em nossa sociedade, animais não-humanos não são diferentes juridicamente de cadeiras, mesas ou lixo - são reduzidos a meros objetos, sujeitos a qualquer uso e forma de tratamento. Esta objetificação os leva às mais imagináveis forma de tortura. Não há produto de origem animal livre de crueldade. Mesmo que houvesse, não deveríamos usar animais para satisfazermos nossos interesses, não interessa se eles foram “bem-tratados” por seus senhores ou não. Isso tudo é resultado direto de nosso financiamento. Somos nós quem permitimos que isso aconteça. Ao pagarmos por essas atividades, estamos dando nossa aprovação e garantindo a continuidade da escravidão. Somos nós que escravizamos animais, e a sua alforria está em nossas mãos.

Qual a diferença entre participar de rodeios e comer carne?
Qual a diferença entre testes em animais e onivorismo?
Qual a diferença entre comer carne e consumir leite e ovos?
Qual a diferença entre escravizar animais humanos ou não-humanos?

Não há diferença ética entre escravizar, torturar, estuprar e matar um animal humano ou não-humano para nos alimentar, testar drogas ou nos divertirmos. Toda exploração animal é inaceitável e deve ser combatida. Por isso, antes de criticarmos qualquer uma dessas atividades, devemos nos conscientizar sobre o nosso próprio papel nesse sistema e tomar uma atitude a respeito disso. Não podemos falar contra a exploração animal enquanto ainda explorarmos animais. A abolição da escravidão animal começa a partir de nós e de nossas atitudes, e, para mudarmos este quadro, é fundamental a nossa união sob a bandeira do veganismo. Não veja isso como um ataque. Estamos do mesmo lado. Este é apenas um apelo para que tenha coerência. Nossa força está na soma de nossos esforços.

A escravidão animal é desnecessária. Não precisamos usar animais para viver, e o veganismo é a prova disso. Veganismo é a aplicação do princípio abolicionista ao nível individual, caracterizado pelo vegetarianismo estrito e pelo boicote a empresas que lucram com a exploração animal. Quando uma pessoa se torna vegana, ela passa a se recusar a participar de qualquer forma de escravidão animal. Pode parecer complicado a princípio, mas é apenas uma questão de costume e informação. Salvar vidas, com uma consciência limpa. Se realmente queremos que animais sejam respeitados, veganismo é nossa única opção. Tome a decisão.

Até onde você se dispõe a ir para lutar pelos animais?


Seja Vegano(a)!


Dano
Coletivo Madu - Libertação Animal
madu@googlegroups.com
madudf.blogspot.com

sábado, 9 de agosto de 2008

4º Ato no Le Cirque

Embora o Circo tenha sido interditado, hoje (09/08/2008), iremos nos encontrar, novamente às 14h, na Funarte, para acompanhar e ver de perto a situação. Se ele abrir, manifestaremos. Se não abrir, faremos uma reunião e, é claro, comemoraremos!!!

Até lá, às 14h de hoje (09/08/2008), na Funarte.

Le Cirque tem alvará de funcionamento revogado

Maus tratos a animais levaram a administração de Brasília a revogar o alvará de funcionamento do circo Le Cirque, instalado há duas semanas no estacionamento do estádio Mané Garrincha. Um pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) levou o administrador Ricardo Pires a tomar a decisão. O circo não conseguiu autorização das autoridades ambientais brasilienses para usar leões, macacos, ursos, elefantes e outros animais nos espetáculos que aconteciam de terça a domingo. Em 2006, o Le Cirque já havia sido multado em Brasília pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A promotora Kátia Lemos, da 4º Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do MPDFT, lembrou a administração da cidade de uma decisão de maio de 2007 do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento, assinado pela juíza substituta Luciana Ramos, determina que a DF só expeça alvará de funcionamento para circos que exponham animais com um relatório de vistoria da secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma).

A Seduma foi consultada, mas negou a permissão através do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). "Como não temos uma área com atribuições para esse tipo de vistoria, pedimos o auxílio de técnicos do Ibama", relata o gerente de Controle, Planejamento e Operações do órgão, Juraci Mendonça. "Na vistoria os técnicos observaram que os animais realmente sofrem maus tratos. Muitos estão confinados em espaços pequenos, outros acorrentados e claramente sofrendo", detalha o gerente de Licenciamento Ambiental e dos Recursos Hídricos André Normando Bubenick. O relatório entregue pelo Ibama apresenta pareceres técnicos mostrando que vários animais estão fora de seu peso ideal, com dentes faltando e aparência de abatimento.

O Le Cirque conseguiu a autorização para operar em Brasília no dia 09 de julho. "Eles já tinham pago todas as taxas e apresentado a documentação necessária. Tínhamos manifestações favoráveis da Defesa Civil, dos bombeiros e da polícia", justifica o administrador de Brasília, Ricardo Pires. "Mas recebemos esse recomendação do Ministério Público, com o qual temos um bom relacionamento, e cassamos o alvará após consulta à Seduma", relata ainda.

A fiscalização ao não funcionamento do circo cabe à Agência de Fiscalização do GDF (Agefis) que interditou o circo. "E vamos ficar atentos, porque se eles desobedecerem hoje (ontem) ou nos próximos dias vamos lavrar o flagrante de desobediência, que pode gerar medidas administrativas e multa", afirma o diretor-geral adjunto da Agefis, Georgeano Trigueiro.

A direção do Le Cirque foi procurada pelo Correio, mas um funcionário da empresa informou que a reportagem não seria recebida. Em outubro de 2006, em outra visita a Brasília, o circo também teve problemas por causa dos maus tratos. Na época o Ibama notificou a empresa e aplicou uma multa de R$ 3,4 mil.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2008/08/08/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=24237/noticia_interna.shtml

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Próximo ato no Le Cirque:

Nos encontraremos às 14h - mais pontualidade desta vez, heim! - na Funarte (que fica entre o Centro de Convenções Ulisses Guimarães e a Torre de TV, praticamente de frente ao Circo). Levem apitos e compareçam, preferencialmente, com roupas de palhaç@ (nariz vermelho, coisa e tal...).
Arranjamos uma quantidade interessante de madeira para pendurarmos as faixas. O que não temos ainda, mas será bem interessante conseguirmos, são latas de tinta vazias ou panelas velhas para fazermos barulho na hora das apresentações (algumas pessoas panfletarão, outras segurarão cartazes e faixas, outras gritarão, outras discutirão com funcionári@s do circo e outras devem tocar panela/lata de tinta... revezando sempre, é claro!).

Até!

Um pequeno resumo do desastroso histórico desse Circo:

Sua história é repleta de sujeiras, uma ficha policial podre.

25/03/2006 - Funcionários do Le Cirque agridem ambientalistas em São José/SC:
http://0nca.multiply.com/journal/item/98

Ainda em 2006, o Le Cirque foi multado pelo IBAMA por maus-tratos aos animais:http://www.ibama.gov.br/df/index.php?id_menu=97&id_arq=57
http://www.ibama.gov.br/df/index.php?id_menu=97&id_arq=57
http://www.arcabrasil.org.br/noticias/061030_le_cirque.htm
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/362684.shtml
http://gato-negro.org/blog/le-cirque-e-multado-em-brasilia/
http://www.abeac.org.br/modules.php?name=News&file=article&sid=501

27/01/2007 - Goiânia: Manifestantes foram proibidas/os de ficarem na calçada do lado do circo, tendo, assim, que protestarem do outro lado da rua: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue//2007/01/371881.shtml


Em maio de 2007, o dono do circo foi acusado de mentir, após dizer, em entrevista ao Jornal 'Última Hora News, de Campo Grande - MS, que seu circo era ligado à WWF-Brasil. Fez isso tentando distrair atenção de manifestantes. O fato foi desmentido pouco depois no próprio jornal e na página da Rede Ambientalista:
http://www.ultimahoranews.com/not_ler.asp?codigo=53670
http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/meio_ambiente_brasil/pantanal/pantanal_news/index.cfm?uNewsID=7500

Manifestações contra animais em circos (no Circo 'Le Cirque')

Mais uma vez, assim como em 2006, o Le Cirque veio a Brasília com 'espetáculos' que envolvem
animais. Na última vez, o circo anunciou ficar por pouco tempo, mas acabou ficando por mais três meses, desta vez não deve ser muito diferente.
Sua primeira apresentação foi na noite da última sexta-feira (25/07), como estávamos com muito material (semi-pronto) e um pouco receos@s dos último atos (o Le Cirque sempre mostrou intolerência à discordâncias) acabamos realizando uma curta panfletagem e fomos embora. Na tarde do dia seguinte (Sábado, 26/07), já com um pouco mais de pessoas (14 no total), fomos até lá dispost@s a ficar mais tempo e oferecer maior resistência. O que não foi muito bem recebido pela equipe de segurança do Circo. Tudo começou com o responsável indo nos 'pedir' para mudar de local (sairmos da entrada do circo), o que, por motivos lógicos (o lugar onde estávamos era o melhor para chamar atenção), não foi atendido. Depois de um pouco de 'negociação' e críticas aos nosso materias (faixas e cartazes) feitas pelo responsável do circo; um funcionário, quando ia receber um panfleto (a manifestante não sabia que se tratava de um funcionário), arrancou com seu carro, de forma agressiva, para cima da manifestante e tomou todos os panfletos de suas mãos, o que terminou por causar algumas lesões em seu braço. Essa mesma manifestante agredida teve, em 2006, sua máquina fotográfica extraviada pelos mesm@s seguranças. Na ocasião, quando foi à delegacia registrar ocorrência, foi recebida assim: "mas por que você foi fazer manifestação na porta do circo também, né? Eu também sou a favor da causa animal e contribuo para o Greenpeace. Por que você em vez de ir pro circo não faz o mesmo?".

Desta vez, não foi diferente. Como sempre, tentaram diminuir o caso e nos aconselharam a parar...

Um pouco depois, um outro funcionário do circo, tentou arrancar das mãos de uma outra manifestante uma faixa, o que ele não foi realizado pois mais gente chegou para ajudá-la.
Já no final, um outro funcionário (3º já) ameaçou um manifestante que estava filmando o
ato. Esse fato, felizmente, nós conseguimos gravar. Assistam ao vídeo aqui:
http://br.youtube.com/watch?v=zULjUL95dPE
Nesse mesmo vídeo temos uma imagem do agressor da manifestante, ele é o da direita (de camisa preta, escrito Le Cirque em amarelo nas costas).