sábado, 28 de março de 2009

53 DICAS PARA VOCÊ ECONOMIZAR ENERGIA E PROTEGER O PLANETA

1. Tampe suas panelas enquanto cozinha

Parece óbvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.


2. Use uma garrafa térmica com água gelada

Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo d'água.


3. Aprenda a cozinhar em panela de pressão

Acredite... dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc... Muito mais rápido e economizando 70% de gás.


4. Cozinhe com fogo mínimo

Se você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.


5. Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes de uma só vez

Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc.


6. Seja vegana(o)
A produção de galinhas e porcos lança dejetos em solos e lençóis freáticos, enquanto a pesca é uma grande responsável pela desertificação aquática e já levou à extinção diversas espécies aquáticas. Em alguns municípios catarinenses a suinocultura é responsável por mais de 65% da emissão de poluentes. A contaminação das águas superficiais por coliformes fecais em algumas regiões do Sul do Brasil chega a 85% das fontes naturais de abastecimento. A pecuária é, ainda, uma dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é: é metano, um gás inflamável, poluente, e megafedorento. Além disso, a produção de carne demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1kg de carne são necessários 43 mil litros de água potável. O mesmo quilo de soja utiliza 2 mil litros de água, 21,5 vezes menos. Uma dieta vegana mostra respeito para com os outros animais e causa um menor impacto ambiental.


7. Não troque o seu celular

Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer zé mané tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize suas bugigangas até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.


8. Compre um ventilador de teto

Nem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.


9. Use somente pilhas e baterias recarregáveis

É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.


10. Limpe ou troque os filtros o seu ar condicionado

Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.

11. Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes

Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.


12. Escolha eletrodomésticos de baixo consumo energético

Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).


13. Não deixe seus aparelhos em standby

Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.


14. Mude sua geladeira ou freezer de lugar

Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15 cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!


15. Descongele geladeiras e freezers antigos a cada 15 ou 20 dias

O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.


16. Use a máquina de lavar roupas/louça só quando estiverem cheias

Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.


17. Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpas

As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica.


18. Tome banho de chuveiro

E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.


19. Use menos água quente

Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.


20. Pendure ao invés de usar a secadora

Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.


21. Nunca é demais lembrar: recicle

Recicle no trabalho e em casa. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).


22. Faça compostagem

Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.


23. Reduza o uso de embalagens

Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.


24. Compre papel reciclado

Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.


25. Utilize uma sacola para as compras

Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.


26. Plante uma árvore

Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde .


27. Compre alimentos produzidos na sua região

Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.


28. Compre alimentos frescos ao invés de congelados

Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.


29. Compre orgânicos

Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura 'tradicional'? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.


30. Ande menos de carro

Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.


31. Não deixe o bagageiro vazio em cima do carro

Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.


32. Mantenha seu carro regulado

Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.


33. Lave o carro a seco

Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.


34. Quando for trocar de carro, escolha um modelo menos poluente

Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.


35. Use o telefone ou a Internet

A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de estresse, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.


36. Voe menos, reúna-se por videoconferência

Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.


37. Economize CDs e DVDs

CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou

FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.


38. Proteja as florestas

Por anos os ambientalistas foram vistos como 'eco-chatos'. Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.


39. Considere o impacto de seus investimentos

O dinheiro que você investe não rende juro sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.


40. Informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata

Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?


41. Desligue o computador

Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.


42. Considere trocar seu monitor

O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe as instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.

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43. No escritório, desligue o ar condicionado uma hora antes do final do expediente

Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.


44. Não permita que as crianças brinquem com água

Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.


45. No hotel, economize toalhas e lençóis

Use o bom senso... Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençois, a não ser que você mije na cama...


46. Participe de ações virtuais

A Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore , que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!


47. Instale uma válvula na sua descarga

Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!


48. Não peça comida para viagem

Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.


49. Regue as plantas à noite

Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.


50. Freqüente restaurantes naturais/orgânicos

Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.


51. Vá de escada

Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.


52. Faça sua voz ser ouvida pelos seus representantes

Use a Internet, cartas ou telefone para falar com os seus representantes em sua cidade, estado e país. Mobilize-se e certifique-se de que os seus interesses - e de todo o planeta – sejam atendidos.


53. Divulgue essa lista!


quinta-feira, 26 de março de 2009

Apoio a objeção de consciência - PUC MG

Urgência: Vivissecção na PUC Minas

A PUC Minas está se negando a receber cartas de objeção de consciência de seus(suas) alunos(as) do curso de Ciências Biológicas, que se recusam em aprender utilizando animais como objetos didáticos. A objeção de consciência é um direito de todos e todas, previsto na Constituição Federal Brasileira, que diz que quando algo não está de acordo com a nossa ética e consciência, e esta não é obrigatória por lei, ninguém pode nos obrigar a fazê-la. E o uso de animais para o ensino não é obrigatório.

A PUC está infringindo a lei e uma pessoa denunciou ao Ministério Público. O MP marcou uma audiência para a quinta que vem, dia 2/04, às 16h, na Av Raja Gabaglia, 615, 2 andar. O MP irá averiguar a negativa da PUC quanto às cartas de objeção de consciência. Os animais são seres sencientes, com interesses, incluindo os de não serem usados como objetos e propriedade por nós, humanos. Atualmente, temos diversas ferramentas e recursos para aprender sobre Ciências Biológicas, Zoologia, Medicina Veterinária, Psicologia, Medicina Humana, etc, sem submeter animais à morte e dor. A Interniche Brasil é uma rede nacional de estudantes e professores que defende a humanização do ensino superior através da substituição do uso prejudicial de animais (http://www.internichebrasil.org/). Há vários livros brasileiros sobre o assunto, incluindo o "Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação" do biólogo Sérgio Greif. Portanto, o que ainda permanece na academia é o conservadorismo, a falta de diálogo com os alunos, a hierarquia, o autoritarismo...

*Apoie os alunos e alunas*

*Acesse para enviar a carta de objeção de consciência:
http://gato-negro.org/blog/pucminas/#aluno

*Mais informações: contato@gato-negro.org*
http://gato-negro.org/blog/pucminas/

*Textos sobre a "necessidade" e a justificativa moral para a vivissecção*
Autor: Gary Francione
http://www.gato-negro.org/content/view/97/48/
http://www.gato-negro.org/content/view/96/48/

*O que é a objeção de consciência*

A objeção de consciência é um recurso com respaldo legal, contemplado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário: "Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião".

É também um direito fundamentado na Constituição Brasileira, que afirma:
Artigo 3º - (...) IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação;
Artigo 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (...), nos termos seguintes:
VI - é inviolável a liberdade de consciência (...);
VIII - ninguém será privado de direitos por motivos de (...) convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Fonte: CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm

terça-feira, 24 de março de 2009

Biolivros


Colegas da biologia, ecologia, nutrição, agronomia e todo mundo que cursa alguma ciência relacionada. Achei um blogue que tem um monte de livros de ciências biológicas completos e gratuitos pra baixar. Tem muita coisa que faz parte do currículo básico e alguns em português. Não gaste dinheiro em livros! Não destrua árvores! Use papel virtual! Estudar sem destruir!

http://bio-livros.blogspot.com

sábado, 21 de março de 2009

Efeitos globais do bife brasileiro

Desmatamento para pastagens na Amazônia é responsável por aproximadamente 50% dos gases de efeito estufa no país
por Igor Zolnerkevic
©VALTER CAMPANATO/ABR

PADRÃO DE OCUPAÇÃO da terra no Brasil se repete na Amazônia: derrubada da floresta e implantação da pecuária como forma de legitimação.

O maior rebanho bovino do mundo pertence ao Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) sugerem um número total de 170 a 207 milhões de cabeças de gado – quase ou mais que um boi por habitante. O Brasil é um caso muito importante de impacto ambiental da produção de gado de corte. O relatório de 2006 “A Longa Sombra do Gado de Corte”, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cita o Brasil muitas vezes e chama a atenção para as peculiaridades do país.

Enquanto em países desenvolvidos a maior parte dos gases de efeito estufa (GEE) vem do setor energético, a mais recente estimativa divulgada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com base em dados de 1994, revela que 55% a 60% das emissões brasileiras resultam do desflorestamento, geralmente para abertura de novas pastagens.

De fato, não existe um estudo científico preciso do volume dos GEE do desmatamento que se deve à formação de pastagens, justifica Paulo Barreto, pesquisador do Instituto Imazon, em Belém, no Pará. É possível, no entanto, estimar uma ordem de grandeza. Se 75% a 80% do desmatamento na Amazônia são devidos à abertura de pastagens, então, só esse processo, na Amazônia, responde por 41% a 48% das emissões de GEE brasileiras.

Somando a esse número as emissões da atividade do gado de corte em si – segundo estudos recentes, algo como 9% das emissões totais do país – conclui-se que direta ou indiretamente a carne bovina produz em torno de 60% dos GEE do Brasil. Isso é mais que o triplo da média global, que o relatório da FAO estima em 18%.

http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/efeitos_globais_do_bife_brasileiro.html

domingo, 15 de março de 2009

Veganismo em pauta no senado

Está tramitando no senado federal uma projeto de lei de autoria do senador Expedito Júnior (PR/RO). Este Projeto de Lei irá obrigar que alimentos e artigos de vestuário venham identificados se há produtos de origem animal na sua composição.

Isso mesmo que você acaba de ler! Esse é o primeiro projeto de lei que cita diretamente o VEGANISMO em seu texto. É momento de união, precisamos aprovar essa lei e pedir emendas que incluam produtos COSMÉTICOS, DE LIMPEZA e HIGIENE, e também daqueles que SÃO TESTADOS EM ANIMAIS. Nunca foi o foco do Gato Negro a aprovação de leis, mas se essa lei for aprovada, simplesmente não precisaremos nos preocupar tanto como preocupamos hoje com a procedência de alimentos e artigos de vestuário (ainda deveríamos pedir para incluir cosméticos e outros produtos). Os produtos não-veganos simplesmente viriam com inscrições CONTÊM PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL.

Texto completo do PL: http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/55132.pdf

http://www.gato-negro.org/blog

O que fazer?
Assine a lista: http://www.vista-se.com.br/expedito/

Liberte seu computador!


Muita gente gostaria de usar um sistema operacional livre em seu computador, mas não tem idéia de como começar. O grupo Linux no PC lançou ma versão customizada do Ubuntu Linux 8.10, isto é, uma versão personalizada com a intenção de atender aos usuários e usuárias iniciantes. Esta versão vem com todos os repositórios de pacotes (programas, bibliotecas, documentação, ...) já configurados, codecs multimídia instalados, vários programas extra instalados (aMSN, aMULE, Skype, extrator de CDs de áudio, ...), vários plugins para o Firefox (suporte a flash, vídeos em vários formatos, java e adblock), Wine (permite a instalação e execução de programas aplicativos feitos para o Windows®), OpenOffice versão 3 com o corretor ortográfico VERO do BROffice (com suporte ao novo acordo ortográfico, a partir de 1º de janeiro de 2009 mudanças na escrita irão se incorporar à norma culta da língua portuguesa), vários manuais e documentos de dicas gravados na pasta "Manuais", um tema visual bastante agradável e muito mais. Você não precisa nem instalar se não quiser: é possível queimar a imagem em um DVD e rodar o sistema direto do disco! Experimentem!

Baixem aqui!!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Primeiros Passos Para o Veganismo - Gato Negro

Pessoal, este é um lançamento do Gato Negro (Grupo Abolicinista de Belo Horizonte) e serve como guia para pessoas que se interessam pelo veganismo e não sabem por onde começar, ou para simplesmente aquelas que têm alguma curiosidade sobre o assunto.

Nas 14 páginas, contém informações sobre direitos animais, o que é o veganismo, testes em animais, como fazer uma transição, receitas, uma sugestão de cardápio vegano, questões sobre saúde, B12, impactos no meio ambiente, perguntas frequentes e sugestões de leitura e filmes.

Este modelo está sendo vendido por R$2,00, para contribuir com as demais atividades do coletivo (mais informações: http://www.gato-negro.org/), mas também está sendo distribuído pela internet. Ou seja, quem puder e quiser doar algum valor, acessei: http://www.gato-negro.org/content/view/14/49/

Aqui o Guia: http://d.scribd.com/docs/2j9rlds7hpmypgh98cy4.pdf (aí é só clicar no disquete para salvar o documento).

Teoria dos Direitos Animais em vídeo (em português)

Pessoal, neste atalho virtual: http://www.abolitionistapproach.com/index.php?page_id=117 vocês encontrarão a Teoria dos Direitos Animais (em português), do Professor Gary Francione, em vídeo. Para quem nunca assistiu, recomendamos com Urgência!!!

quarta-feira, 4 de março de 2009

“Bem-Estaristas” pelos Direitos Animais: Uma Antítese

por Joan Dunayer


Revista Satya

Março de 2005


Tradução: Coletivo Madu


“Sufoquem as galinhas!” Um grito de guerra imaginário, repugnante demais para ser real. No entanto, alguns grupos de proteção animal, como o PETA e o United Poultry Concerns, vêm pedindo que matadouros sufoquem as galinhas até a morte em suas gaiolas de transporte ao invés de deixá-las conscientes enquanto elas são acorrentadas, paralisadas eletricamente, e têm suas gargantas cortadas. O assassinato em massa das galinhas é desnecessário, injusto, e invariavelmente cruel. Pedir que as galinhas sejam sufocadas sugere o contrário. Sugere que o problema é como elas são mortas. Uma campanha por um assassinato menos cruel propõe uma nova forma de cometer assassinato em massa. Tal campanha é “bem-estarista”.


Campanhas “bem-estaristas” estimulam a noção de que animais escravizados e assassinados podem ter bem-estar. Bem-estar genuíno é incompatível com a escravidão, o assassinato e outros abusos, então eu coloco aspas ao redor de bem-estar quando o contexto é malefício especista. Campanhas “bem-estaristas” são contra os direitos. Elas advogam maneiras diferentes de violar os direitos morais dos animais não-humanos. Campanhas denominadas de abate humanitário advogam uma maneira diferente de violar o direito dos animais não-humanos à vida. Campanhas por confinamento menos severo advogam uma maneira diferente de violar o direito dos animais não-humanos à vida.


O PETA pressionou o McDonald's, o Burger King e o Wendy's a exigirem que seus fornecedores de ovos e carne confinem os animais não-humanos menos cruelmente. Estes restaurantes agora especificaram, entre outras coisas, que seus fornecedores de ovos devem aumentar o espaço designado a uma galinha poedeira enjaulada de 48 polegadas quadradas a pelo menos 67. Uma galinha tem o direito moral de não ser confinada nem a 48 nem a 67 polegadas quadradas. Muitas e muitos ativista gritaram “O que nós queremos? Direitos animais! Quando os queremos? Agora!” Com boa razão, nenhuma ou nenhum ativista já gritou “O que queremos? Jaulas um pouco maiores! Quando as queremos? Quando o McDonald's ou outro abusador em massa exigir que seus fornecedores os usem!” Qualquer tentativa de trabalhar com, ao invés de contra, indústrias de abuso animal deve levantar uma grande bandeira vermelha. É moralmente errado explorar um animal não-humano em qualquer quantidade de espaço, dentro ou fora de uma jaula. Essa é a mensagem que protetoras e protetores animais deveriam defender.


Nós não precisamos comer partes dos corpos de galinhas mortas por asfixia ou qualquer outro método. Nós não precisamos comer ovos de galinhas poedeiras cativas em jaulas ou de qualquer outra forma. Nós não precisamos comer alimentos de quaisquer animais não-humanos. Ao invés de clamar por assassinato ou confinamento menos cruel, nós deveríamos promover o veganismo. Simplesmente publicitar a realidade da exploração animal pode levar muitas pessoas a se tornarem veganas. Persuadir as pessoas a adotarem um estilo de vida vegano reduz o número de animais não-humanos que sofrem e morrem. Isso também diminui o apoio público à indústria da carne, da vivissecção e de outras formas de exploração animal, aproximando o dia em que elas sejam banidas.


Algumas e alguns ativistas defendem tanto o “bem-estarismo” quanto o veganismo. Seu “bem-estarismo” impede a difusão do veganismo por insinuar que a exploração animal é inevitável e, portanto, aceitável, enquanto “humana”. Nossa mensagem ao público deve ser clara e consistente: nós não precisamos explorar outros animais; explorá-los é injusto e sempre causa sofrimento. Assim como modelos do veganismo devem aderir ao veganismo em seu estilo de vida, porta-vozes do veganismo devem aderir ao veganismo em seu ativismo. Não faria sentido defender o veganismo em um minuto e defender a produção de carne ou ovos supostamente mais palatável no próximo. Para ter poder total, nossa oposição à exploração animal deve ser consistente.


Nós devemos persistentemente advogar os direitos dos animais não-humanos – ou seja, sua emancipação. “Bem-estaristas” que se chamam de ativistas pelos “direitos animais” destroem o conceito de direitos animais. Elas e eles confundem o público a pensar que o aprisionamento, o assasinato e outros abusos especistas podem ser consistentes com os direitos animais. “Bem-estaristas” substituem o direitos dos animais não-humanos à vida com um “direito” de serem assassinados em menos terror e dor. Elas e eles diminuem o direitos dos animais não-humanos à liberdade a um “direito” a serem injustamente aprisionados em mais espaço. Na verdade, alguém que não possui os direitos mais básicos – à vida e à liberdade – não possuem nenhum direito.


Enquanto advogarmos a emancipação total, nós podemos conquistar emancipações parciais, através de proibições abolicionistas (emancipacionistas). Todas as proibições abolicionistas protegem pelo menos alguns animais de alguma forma de exploração. Eles previnem que os animais entrem na situação exploratória e podem também remover vítimas atuais daquela situação. Por exemplo, uma proibição a elefantes em “apresentações com animais” emancipam os elefantes de circos e outras situações de performance. Uma proibição à caça de ursos previne os ursos de serem machucados ou mortos: previne, ao invés de modifica, seu abuso. Ativistas podem trabalhar por qualquer número de proibições, incluindo proibições a produtos de pelt, fígados gordurosos de aves, a clonagem de animais de estimação e mamíferos marinhos em prisões aquáticas. Por enquanto, proibições abolicionistas não vão emancipar a maioria dos animais não-humanos, mas elas irão emancipar alguns e nos mover na direção correta. Nós não podemos proibir os produtos especistas mais populares (como a carne de peixes, leite de vacas e ovos de galinhas) até que construamos oposição pública a estes produtos.


Enquanto não pudermos alcançar proibições abolicionistas, nós podemos nos engajar em boicotes abolicionistas. Apesar deles não terem a força da lei, boicotes podem ser altamente eficientes. Uma campanha “Boicote aos Ovos” avançaria a emancipação das galinhas. Ao convencer mais pessoas a parar de comprar ovos, diminuiria o número de galinhas que sofrem enquanto aumentaria a oposição à inteira indústria de ovos. Similarmente, um boicote a produtos de cuidado corporal que não são livres de crueldade reduziria a vivissecção e aumentaria a demanda por produtos livres de crueldade. Em adição ao boicote a produtos em particular, ativistas podem boicotar instituições especistas em particular como corrida de cavalos e zoológicos.


“Bem-estaristas” comumente dizem “Eu apóio tudo que reduz o sofrimento animal”. A longo prazo, medidas “bem-estaristas” aumentam o sofrimento porque elas perpetuam a exploração. Considere a Lei de Métodos Humanos de Abate (LMHA). Se você está informada ou informado sobre o que ocorre em matadouros, você sabe que o LMHA falha profundamente em proteger os animais não-humanos. Primariamente, ela aumenta o apoio público ao assassinato ao legitimar a indústria da carne e passar a falsa impressão de que as vítimas são mortas “humanamente”. Medidas “bem-estaristas” são largamente fúteis porque elas deixam os animais nas mãos de seus opressores. Somente medidas emancipativas, que honram os direitos morais dos animais, podem proteger adequadamente os animais não-humanos. Genuíno bem-estar animal requer a liberdade da exploração.


Joan Dunayer é a autora de Animal Equality: Language and Liberation (2001) e o recém lançado Speciesism (2005), ambos da Ryce Publishing.